III

Publicado: abril 24, 2011 em Uncategorized

Faço o que faço porque quero o que quero.
Não, eu não venero o nada
Eu não sigo nada, ou ninguém, por puro desespero.

Faço o que faço porque sei o que sei
E o que me basta, e o que me vem
À mente, em um dado momento,
Nada mais é do que o prazer de me saber inteiro.

Faço o que faço porque faço o que faço
Sem motivo, sem razão, sem medo
Sem apego, sem regresso.

Faço o que faço porque quero.

II

Publicado: janeiro 11, 2011 em Uncategorized

Vivo uma geração sem voz, sem vida, sem vergonha
Embriagada em sua própria existência vazia.
Observo atento a tudo, espiando mudo o silêncio que se alastra
Que se mostra, que se move, que se vê.

Vivo a geração do Eu, a geração do Meu.
A geração dos sem-passado.
A geração dos sem-memória.
A geração dos sem, mesmo tendo tudo.

Esta é a geração do futuro,
Em que não se terá tempo para o tempo,
Em que o fardo será falso, impalpável,
Em que q lucidez sairá de moda,
Em que os valores envelhecem e murcham,
E morrem, junto a todos.

I

Publicado: janeiro 6, 2011 em Uncategorized

Foda-se o fato de que fim bate à porta
Porrando retumbante, raivoso e lembrando a todos
Que tudo termina.

Foda-se se sei que será assim, sempre
Desvario saudável e louco, palpável e torto
Tolhendo vozes que nunca falaram.

Fodam-se os inertes noscivos a tudo
Roubando o tempo curto
De quem sabe que a vida é bela.

Fodam-se os palavrórios vorazes
Vertentes vazias de verdades nuas
De bocas sujas salivando secreções inertes.

Fodam-se os valores vazios,
Velhacos, vis.

Fodam-se.